O que realmente é Inteligência Artificial?

8 de julho de 2020 às 14:03

A inteligência artificial é um assunto recorrente aqui no blog da Dr. Fiscal. No entanto, nunca nos aprofundamos no que, de fato, quer dizer esse termo — tampouco em todos os significados que ele carrega.

Muito difundida nos dias de hoje, a IA, como é conhecida a inteligência artificial, é mais antiga do que parece — ao menos no campo das ideias. Aristóteles, na grécia antiga, já imaginava como a automatização de objetos e tarefas para trabalharem “por vontade própria” poderia facilitar a vida a ponto de não precisarem escravizar mais ninguém.

Na prática, a Inteligência Artificial que conhecemos hoje não difere muito das concepções do filósofo grego. Ela nasce justamente para que seja possível realizar tarefas sem a interferência humana. Desde 1956, quando o termo foi usado pela primeira vez pelo professor John McCarthy, ele já se expandiu e recebeu novos significados.

Princípios Básicos

Embora tenham sido criadas na literatura, as três Leis da Robóticas de Isaac Asimov servem como base para toda a pesquisa em inteligência artificial desde 1950 até os dias de hoje. São elas:

  1. Um robô não pode, intencionalmente ou por omissão, permitir ou ferir um ser humano.
  2. Um robô deve obedecer as ordens que lhe sejam dadas por humanos, desde que tais ordens não entrem em conflito com a Primeira Lei.
  3. Um robô deve zelar e proteger por sua própria existência, desde que não entre em conflito com a Primeira e/ou Segunda Leis.

No campo da ficção científica, as diretrizes escritas por Asimov reinam absolutas. Na vida real, elas auxiliam os pesquisadores a guiar o seu trabalho mas, de fato, a principal referência para a criação de Inteligências Artificiais é a máxima do setor, definida em 1956:

“Cada aspecto de aprendizado ou outra forma de inteligência pode ser descrita de forma tão precisa que uma máquina pode ser criada para simular isso”

Teste de Turing

Também em 1950, Alan Turing, conhecido como o Pai da Informática Moderna, desenvolveu o conhecido Teste de Turing. Nele, a fim de testar a capacidade de uma máquina de exibir comportamento inteligente, um ser humano entra em uma conversa em linguagem natural com a IA a ser testada. Caso o juiz não seja capaz de distinguir quem é quem, entende-se que a máquina possui, sim, capacidade de realizar funções humanas.

Esse teste é muito utilizado para medir inteligências artificiais criadas para substituir o trabalho humano. No entanto, existem programas criados para superar essa capacidade e realizar tarefas que são impossíveis para nós.

Inteligência Artificial Limitada (ANI)

De forma alguma o termo “Limitada” no nome desta categoria de IA é uma forma de menosprezá-la perante as outras. Pelo contrário, na verdade é nela que a grande maioria dos softwares.

Também conhecida como Weak AI (Inteligência Artificial Fraca), a ANI é a forma como diversos programas e dispositivos operam: realizando apenas a função programada inicialmente, simulando o comportamento humano perante uma situação específica. Exemplos disso são os algoritmos dos sistemas de Streaming, criados para analisar tudo que o usuário consome para, a partir disso, sugerir produções semelhantes.

Inteligência Artificial Geral (AGI)

Ao contrário de sua categoria “irmã”, a AGI segue sendo como um objetivo para os pesquisadores. Ela surge na tentativa de simular o raciocínio humano, tendo a mesma capacidade intelectual de um ser humano — ou seja, a possibilidade de realizar diversas tarefas diferentes que o homem domine.

A Strong AI (Inteligência Artificial Forte) é um grande avanço perante as já avançadas tecnologias disponíveis hoje no mercado. No entanto, não está longe de se tornar realidade. Segundo o cientista Ray Kurzweil, criador do primeiro dispositivo que permite comandos por fala (tecnologia utilizada nos assistentes pessoais como Siri, Alexa e Google Assistente), a até 2029 nós já teremos máquinas capazes de passar perfeitamente no Teste de Turing simulando o raciocínio humano.

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Thiago Vargas
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Thiago Vargas

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